A mulher pobre e o homem rico

Escrito por Vivian Takara

Era uma vez uma mãe chamada Edicleide e sua filha Luiza, de dezenove anos.
A mãe de Luiza estava muito doente. A casa, que era alugada e ficava em uma fazenda, estava com muitas dívidas e logo elas iriam ter de sair. Dona Edicleide era a única a trabalhar na casa, pois a filha estudava, e seu marido havia morrido de câncer no fígado.
Certo dia, dona Edicleide morreu e a filha então teria de sair da casa. Afinal, seria impossível pagar as contas. Então, ela aprontou as coisas e saiu, despedindo-se de sua casa na área rural e enterrando o corpo da mãe no quintal da fazenda, sozinha, pois não havia parentes por perto.
Luiza andou por horas até a cidade mais próxima. Lá, conseguiu um emprego numa padaria. E lá ela também dormia e comia de favor pelo bondoso senhor da padaria.
Certo dia, apareceu um rapaz que lhe chamou a atenção, por ser alto e forte. Então foi lá atendê-lo.
_ Bom dia, senhor. O que gostaria?
_ Por favor, não me chame de senhor, meu nome é Osvaldo. Sabe, é estranho me chamarem de senhor. Eu só tenho vinte anos.
_ É verdade, eu também acho que sim, mas o dono da padaria, o senhor Carlos, fala que espanta a clientela se não mostrar bastante respeito.
_ Talvez com eles, mas não comigo! Qual é o seu nome, garota?
_ Meu nome é Luiza, eu tenho dezenove anos e moro, por enquanto, aqui. Onde você mora?
_ Eu moro aqui na esquina, à direita dessa rua.
_ Que legal!
_ Mas posso saber por que você mora aqui? O seu Carlos não tem filhos. E se você for parente, ele nunca falou de você.
_ Não, eu não sou parente e nem filha dele, não. É uma longa história, eu posso te contar, mas não agora porque estou trabalhando. Pode ser em outro lugar?
_ Sim, que tal irmos ao cinema e no caminho você me conta?
_ Claro, hoje à noite! Tchau!
_ Tchau!
_ Osvaldo, espera! Está esquecendo o pão. Ah, é mesmo, do que quer?
À noite, Osvaldo foi buscar Luiza. Ele bateu e Luiza atendeu, então os dois foram andando. Luiza contou toda a história. Osvaldo e Luiza assistiram ao filme e se divertiram muito.
Os dois foram se conhecendo, namoraram e, certo dia, Osvaldo pediu Luiza em casamento. Quando Osvaldo foi contar para o pai, ele não gostou nada, pois achou que ela queria apenas o dinheiro dele. Então pediu uma pequena prova de amor: o pai de Osvaldo queria que a moça fosse ao salto e que pegasse cinco peixes, porque peixe era muito caro, era raridade lá.
Então a moça foi. Osvaldo tentou impedir, mas Luiza foi, era o único jeito. A tarefa foi complicada, Luiza caiu várias vezes e quase se afogou. Depois de três dias, ela conseguiu completar a tarefa. E finalmente se casou com Osvaldo. E no dia do casamento eles comeram os cinco peixes que a moça havia pegado.
Dizem que até hoje estão juntos e que o amor venceu o dinheiro.

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